MAPA - ARQ - ATELIÊ DE ARQUITETURA: EDIFÍCIOS VERTICAIS - 51_2026
Olá, estudante.
Nessa atividade, você terá o desafio de criar um Projeto de Edificação Vertical. Para isso, a tipologia escolhida foi a de Uso Misto: Comercial e Residencial. Então, siga as instruções e orientações deixadas a seguir, e espero que esse tema seja agradável!
ROTEIRO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO – Edificação Vertical
O roteiro de desenvolvimento do projeto da Edificação Vertical está dividido da seguinte forma:
Requisitos do Projeto da Edificação Vertical.
Estudo de Caso.
Desenvolvimento do Projeto da Edificação Vertical.
Entrega do Projeto da Edificação Vertical.
SUGESTÃO: inicie o projeto na primeira ou segunda semana de aula, pois ele será uma atividade extensa e morosa que não pode ser resolvida em pouco tempo, exigindo análise e dedicação consideráveis. Veja as aulas conceituais e as aulas ao vivo para aprender a metodologia de projeto e, depois, resolva o seu próprio projeto com o que aprendeu. E, ainda, aproveite ao máximo os encontros presenciais que terá no polo com seu(sua) tutor, pois estes serão de grande ajuda na conduta de seu projeto.
Vamos começar?
REQUISITOS DO PROJETO DA EDIFICAÇÃO VERTICAL
CONTEXTUALIZAÇÃO
Os edifícios verticais são alternativas para a construção, otimizando os espaços urbanos disponíveis. Verticalizar possibilita que várias pessoas se apropriem de uma área (ou da mesma área). Pense em um edifício vertical com 20 pavimentos e 5 apartamentos por pavimento. Agora, imagine que fôssemos relocar todas as famílias que habitam nessa edificação, cada uma em uma residência, ocupando um lote... Isso ampliaria significativamente a quantidade de área urbana necessária para todos. E por isso, essa é uma alternativa importante para as cidades.
Entendendo essa importância, estudante, para desenvolver sua edificação, você deve partir dos seguintes requisitos:
A Edificação Vertical deverá ter 10 pavimentos (térreo + 9 pavimentos), sendo o térreo destinado para uso comercial e o pavimento-tipo (do 1º ao 9º) de uso residencial.
Conceito e Partido Arquitetônico – como será a forma da edificação (conceito)? Qual será sua inspiração para essa forma (conceito)? E como essa forma será composta em termos de materiais, acabamentos e soluções projetuais (Partido)?
Respeitar as normas de Acessibilidade – esse espaço é destinado para o uso público (no térreo), logo todos os espaços precisam ser acessíveis: aberturas, circulações, instalações sanitárias, entre outros. Importante: no uso residencial, também é necessário aplicar as normas de acessibilidade. (Dica: consulte a NBR 9050 / 2020 para entender as dimensões mínimas de áreas acessíveis).
Áreas externas de convívio e/ou de uso comum – você verá que tem uma Praça (diferente da sua Praça de Alimentação) no seu Programa de Necessidades (P.N.) – mas, além desse espaço, fique à vontade para criar áreas com bancos externos para promover o convívio e uso comum no térreo.
Sistema construtivo mais sustentável – você pode escolher um sistema construtivo diferente da alvenaria convencional, pensando nas questões de sustentabilidade. Exemplo: Pré-moldado com vedação em tijolo ecológico, Steel Frame, entre outros. (Dica: pesquise sobre os sistemas exemplificados para conhecer mais – principalmente a altura compatível com o sistema construtivo. Não se esqueça de entender a composição do sistema construtivo e, depois, na representação técnica do projeto, adicionar a espessura da parede de forma correta – ou seja, se o sistema tem 4 camadas para formar a parede, você deve representar essas camadas no desenho técnico).
Implementar conceitos de sustentabilidade – pode ser uma cisterna, um sistema de energia alternativo (ex. placas solares), o sistema construtivo, entre outros.
Todos os ambientes deverão ter iluminação e ventilação naturais (item obrigatório).
Circulação vertical: Escada Enclausurada e Elevadores.
Vias de acesso de veículos: qual (quais) melhor(es) acesso(s) para entrar no lote e acessar o estacionamento residencial? E para as vagas destinadas ao comércio?
Questione-se: relação entre o edifício x contexto urbano: como essa edificação se relacionará com o entorno? Principalmente, a altura da edificação interferirá nas outras (exemplo: causará sombreamento excessivo)? E o oposto, como as edificações existentes podem interferir na edificação que você está projetando (exemplo: terá interferência na insolação e ventilação)?
DICA: o projeto de edificações verticais é mais desafiador no que diz respeito à forma arquitetônica – isso deve-se ao fato desses edifícios terem altura considerável em comparação com a sua largura (vista frontal). A verticalidade é o desafio na forma. Portanto, utilize suas obras correlatas para ter referências e ideias para solucionar essa etapa.
LOCALIZAÇÃO DO LOTE DO PROJETO:
O lote para o desenvolvimento da proposta projetual da Edificação Vertical será selecionado por você na sua cidade. Dessa forma, você poderá pesquisar e entender mais sobre as legislações municipais.
IMPORTANTE: essa seleção será feita por você e pelo seu tutor, que deverá autorizar o início do projeto após a avaliação do lote escolhido. Para adiantar seu trabalho, você pode fazer uma pré-seleção de lotes em potencial, com base nos seguintes critérios:
Lote em área urbana: região central ou em bairros em expansão.
O lote deve ter a possibilidade de verticalização (térreo + 9 pavimentos), se for maior do que o necessário para o projeto, não tem problema. O que não pode é ser inferior.
Legislação – para obter a informação anterior, você precisará conferir na legislação do seu município, na Lei de Uso e Ocupação do solo – esse documento deverá estar disponível no site da prefeitura. Caso não encontre, você pode: solicitar auxílio do seu tutor ou ir à prefeitura e solicitar a legislação e/ou perguntar onde ela está disponível para sua consulta (nesse caso, lembre-se de ser gentil e explicar que é um trabalho da graduação).
Uso do Solo – na lei de uso de ocupação do solo você também encontrará informações sobre o uso: ele deverá ter a permissão de uso misto (comercial e residencial), que é requisito do projeto de Edificação Vertical.
Subsolo – verifique se no lote é permitido o uso de subsolo, mais adiante você verá instruções sobre isso. Se não for permitido, mas houver a possibilidade de verticalização e a localização for ideal, você pode selecionar o lote.
Definição final do Lote: com os lotes pré-selecionados em mãos, consulte seu Tutor. Não se esqueça de considerar as dimensões do Lote x Programa de Necessidades, Localização que permita o uso comercial e residencial (destacando o comércio, que precisa de público para se manter – ou seja, deve ser estratégico para esse comércio), além disso, há o estacionamento que ocupará uma área significativa (podendo ser no subsolo). Por fim, vocês poderão verificar outros pontos a serem considerados nessa avaliação e definir o melhor lote para o projeto: novamente, só inicie seu projeto após essa definição feita e autorizada pelo seu Tutor.
Após a definição: lembre-se, você deverá utilizar todos os parâmetros determinados no lote escolhido: coeficiente de aproveitamento, recuos, altura máxima permitida, taxa de ocupação e taxa de permeabilidade – todos esses índices devem ser calculados por você no seu projeto da Edificação Vertical. Por exemplo: se o Coeficiente de Aproveitamento – CA é 2, você deverá verificar qual é a metragem quadrada máxima que será possível com esse coeficiente e segui-lo no seu projeto. Se a Taxa de Ocupação – TO é 70%, essa é a área máxima que você poderá ocupar no seu térreo. Essas informações deverão ser apresentadas nas pranchas finais.
ANÁLISE DAS CONDICIONANTES
Nessa etapa, você deverá analisar as seguintes condicionantes:
1- Condicionantes urbanas (recuos, taxas, índices, quantidade de pavimentos, altura máxima).
2- Condicionantes climáticas (estudo de insolação, sentido dos ventos predominantes, ...).
3- Condicionantes do bairro (características visuais do entorno, arborização, acessos, sistema viário).
4- Condicionantes topográficas (desnível do lote, influência no projeto – em especial no subsolo).
PROGRAMA DE NECESSIDADES – PN
SUBSOLO / ESTACIONAMENTO
Estacionamento para veículos – 50 vagas totais, sendo: 36 vagas destinadas para os apartamentos e 14 vagas para a área comercial. Das 50 vagas totais, uma porcentagem deve ser destinada como vagas acessíveis.
Estacionamento para Motocicletas e Bicicletas – verificar a porcentagem na legislação do seu município que é destinada para essa finalidade. Obs.: esse número será somado às vagas de veículos, ou seja, haverá 50 vagas para automóveis (inclusas as vagas acessíveis) + X vagas para Motocicletas + Y vagas para Bicicletas.
Exemplo da Porcentagem de Vagas: no município de Maringá – PR é solicitado 10% para motocicletas e 5% para bicicletas (veja no recorte da imagem a seguir – figura 1). Logo, você calculará 10% das 50 vagas, que é igual a 5. No caso das bicicletas, o valor seria igual a 2,5, então, você deverá arredondar para 3. Sendo assim, você teria: 50 vagas para automóveis + 5 vagas para motocicletas + 3 vagas para bicicletas (bicicletário). O mesmo se aplica para as vagas acessíveis.
Imagem 1
Figura 1 - Recorte da legislação de Maringá – PR de porcentagens destinadas para vagas de motocicletas e bicicletas
Fonte: http://sisweb.maringa.pr.gov.br:81/formularioProcesso/arquivos/pag_4_legisla%C3%A7%C3%A3o/9_NRM_Norm as_Regulamentares_Municipais/10257%20NRM%20Vagas.pdf: Acesso em: 15 jan. 2025.
OBSERVAÇÃO: se você preferir, pode ampliar o número de motocicletas e bicicletas, visto que talvez seu cálculo fique aproximado com o exemplo.
DICA: para facilitar sua busca pela informação da porcentagem de vagas, digite no buscador na internet: “porcentagem vagas motocicleta nome da sua cidade”, provavelmente a normativa/lei aparecerá mais rápido. Se houver dificuldade nessa etapa, solicite auxílio do seu tutor.
Circulação de Acesso ao Estacionamento: para circulação de acesso, você deverá utilizar rampa. Importante: A rampa para veículos tem uma inclinação diferente da rampa acessível (para pedestres). Na legislação da sua cidade, haverá a porcentagem máxima de inclinação da rampa. Exemplo: em Maringá – PR, é permitida uma inclinação máxima de 22,5%. Outro ponto: os pedestres não podem transitar por essa rampa de acesso – isso pode gerar acidentes. Portanto, você deverá lembrar que os elevadores deverão chegar até o subsolo para os pedestres acessarem o térreo/apartamentos na torre.
Recuo da Rampa de Acesso de Veículos: outro ponto de atenção com a rampa de acesso de veículo é o recuo que deverá ter em relação à testada. Por uma questão de segurança, você não deve deixar sua rampa de veículos encostada na testada, mas sim recuá-la pelo menos 5 (cinco) metros – dessa forma, o veículo sairá da rampa e ficará em nível com o solo (térreo) e parado, permitindo visualizar se não há pedestres transitando pela calçada na frente da edificação, evitando atropelamentos. Quando a rampa está encostada na testada, o veículo tende a fazer o arranque para sair e só consegue parar na metade da largura da calçada (aproximadamente). É nesse momento que pode ocorrer o acidente – por isso, é importante deixar esse recuo de 5 metros.
NOTA: se no seu lote não for possível fazer o subsolo, você poderá transformar o 1º pavimento em estacionamento, seguindo essas mesmas orientações: com 50 vagas de automóveis (inclusas as vagas acessíveis) + motocicletas + bicicletas. A rampa de veículos também deverá ser utilizada no acesso ao 1º pavimento (se ele for estacionamento), e os mesmos critérios citados anteriormente deverão ser considerados.
Outra opção para o bicicletário: se você preferir, pode deixar o bicicletário no térreo (em uma área que facilite o estacionamento das bicicletas) – isso vale tanto para o projeto que puder fazer o subsolo quanto para aquele em que o estacionamento será no 1º pavimento.
IMPORTANTE: se seu estacionamento for no 1º pavimento (impossibilidade de subsolo), você deverá fazer Térreo + 1º Pavimento (estacionamento) + 9 pavimentos residenciais. Neste caso (e somente nessa situação), sua torre será composta por Térreo + 10 pavimentos (fique tranquilo, isso é permitido). Contudo, lembre-se de verificar na legislação a altura máxima permitida. Se você tiver subsolo, mantenha a orientação anterior (Subsolo + Térreo + 9 Pavimentos).
TÉRREO – ÁREA COMERCIAL
Saguão.
Hall de Elevadores e Escada Enclausurada.
Salas Comerciais – quantidade variável – nesse caso, seu Tutor auxiliará você na definição da melhor quantidade de acordo com o lote selecionado, sendo os seguintes requisitos obrigatórios:
Fazer no mínimo 3 tipologias de Sala com quantidades variadas. Exemplo: Comércio I – 20 m², 10 unidades; Comércio II – 40 m², 12 unidades; Comércio III – 60 m², 6 unidades.
Para cada sala comercial, você deverá determinar usos diferentes e não repetir. Exemplo: Comércio I, unidade 1 – Loja de Roupas Femininas; Comércio I, unidade 2 – Loja de sapatos; ... Comércio II, unidade 1 – Loja de Produtos Naturais; e assim por diante. Se você quiser, pode colocar nomes nas lojas (inclusive lojas que você conheça e tenha na sua cidade).
Essa determinação será seu parâmetro para desenvolver o layout das salas comerciais. Obs.: em uma de suas pranchas de entrega final, isso deverá ser apresentado com detalhamento suficiente para avaliação, ou seja, como estará correto: Comércio I (20m²): 1) Loja de Roupas Femininas - Ana Store, 2) Loja de Sapatos - Calçados Mágicos, ... Comércio II (40m²): 1) Loja de Produtos Naturais – Naturals ... (pode estar em formato de lista). Forma Incorreta: Comércio: Loja Ana Store (observe que não há identificação da metragem padrão do Comércio e nem a tipologia, e a Loja está com um nome que não é possível ter certeza do seu uso).
Lembre-se: nas lojas comerciais, normalmente é adicionado ao layout um espaço para Provador (como no caso de lojas de roupas), Depósito (pequeno, para produtos), D.M.L. para limpeza da sala e Caixa. Isso é variável, de acordo com o uso. Portanto, ao definir o tipo de uso para cada tipologia, considere esses espaços adicionais – por exemplo: Se o seu Comércio I for 20m², destinado a uma loja de roupas, você precisará considerar o depósito, provador, D.M.L. e caixa – sendo o restante de área para expositores dos produtos.
Praça de alimentação – com 10 estabelecimentos: nessa etapa, você também definirá o uso para cada estabelecimento sem repetir. Exemplo: Estabelecimento 1: McDonald’s, Estabelecimento 2: Sorveteria X, Estabelecimento 3: Pastelaria Y... E assim por diante. O que você não deve fazer: Estabelecimento 1: McDonald’s, Estabelecimento 2: Burger King, Estabelecimento 3: Dog King – observe que nesse exemplo do que não fazer, só há estabelecimento com lanches – qual é o problema nisso? Os usuários não têm opções na escolha de alimentação, portanto, você deve fazer a mescla com diferentes opções. Não se esqueça de adicionar a praça de alimentação em si – área com mesas e cadeiras para realizar as refeições, faça também variações de módulos das mesas, por exemplo: 3 mesas com 5 lugares, 4 mesas com 2 lugares, bancadas individuais... e assim por diante. Qual é o número ideal de lugares? Isso dependerá da quantidade de Lojas Comerciais que você terá (variável de acordo com o seu lote), mas lembre-se de considerar no seu cálculo a possibilidade de os moradores dos apartamentos também frequentarem esse espaço.
Praça de Convívio – essa praça é diferente da praça de alimentação – aqui você pensará e projetará uma praça (com bancos, áreas para descanso e contemplação de vegetações). Essa praça será parcialmente pública e privada ao mesmo tempo: isso acontecerá porque os usuários que frequentarão as lojas comerciais poderão utilizar esse espaço, assim como os moradores dos apartamentos. Pontos importantes: essa praça deverá ser coberta ou uma área coberta e outra descoberta, portanto, ela deverá ser posicionada em sua planta de forma que tenha essas características; a dimensão dessa praça pode ser definida com seu Tutor, mas considere como parâmetro que ela não deve ser pequena ou “escondida”, ao mesmo tempo que não deve ser encostada na testada do lote bem no “cantinho” (isso indica que você pode ter “esquecido” da praça e a adicionou depois no projeto); a melhor localização será aquela em que as pessoas que estão passando pela rua são convidadas a entrar na sua edificação e poderão aproveitar essa praça (então sim, ela pode estar posicionada na frente da sua edificação, mas com intenção projetual). Uma pergunta que você pode estar fazendo: posso deixar essa praça junto com a Praça de Alimentação? Você pode sim, mas os espaços precisam estar claramente identificados e separados (mesmo integrados), ou seja, as mesas e cadeiras da praça de alimentação não equivalem à sua Praça – têm que ser configuradas como praça de convívio.
1 Sala de segurança e monitoramento para 2 funcionários.
Depósito (para armazenamento de itens, como escadas, ferramentas, entre outros).
Lavanderia e D.M.L – Depósito de Materiais de Limpeza – destinado para limpeza do térreo.
Instalações Sanitárias (I.S.) feminina e masculina (separadas) para funcionários – utilizar 2 gabinetes + 1 gabinete acessível (esse número pode ser ajustado para mais ou menos, de acordo com a dimensão do seu térreo, desde que mantido o gabinete acessível).
Instalações Sanitárias (I.S.) feminina e masculina (separadas) para o público – utilizar 3 gabinetes + 1 gabinete acessível (esse número pode ser ajustado para mais ou menos, de acordo com a dimensão do seu térreo, desde que mantido o gabinete acessível).
Administração da Edificação: sala administrativa e financeiro, sala de RH, sala de reuniões, almoxarifado.
Guarda-volumes para funcionários (destinado a guardar objetos pessoais dos funcionários, deve estar na área administrativa).
Copa funcionários – cozinha pequena com espaço para refeições (refeitório).
Número de funcionários: 10 – (pode ser maior ou menor de acordo com a dimensão da edificação, verificar com o Tutor).
PAVIMENTO-TIPO (ÁREA RESIDENCIAL)
Hall de Elevadores e Escada Enclausurada: a quantidade de elevadores é variável de acordo com o modelo de elevador escolhido: exemplo – se você optar por um elevador com capacidade para 8 pessoas, deverá ter mais unidades do que um elevador com capacidade para 12 pessoas. Lembre-se de buscar na internet a dimensão do elevador e utilizá-la na sua planta baixa. Sugestão: considere no mínimo 1 elevador social e 1 elevador de serviço + escada enclausurada.
IMPORTANTE!
Escada Enclausurada: é uma escada especial, exigida pelo Corpo de Bombeiros como mecanismo de fuga em situações de incêndio. Nesse caso, elas são chamadas de Escada Enclausuradas – são configuradas como uma área de segurança para rota de fuga nessas situações. Na NBR 9077, 2001 você encontrará o detalhamento dessa escada, como no recorte da figura a seguir. Como funciona a Escada Enclausurada? Veja a figura: a estrutura ao redor dessa escada é feita com paredes mais espessas, que normalmente chamamos de “Caixa da Escada”, em que temos portas especiais conhecidas como Porta Corta-fogo (PCF) e a antecâmara onde há dutos de ventilação. Você observará ainda os elevadores comuns externos e o Elevador de emergência que fica dentro da Caixa de Escada. Esse elevador, em casos em que há incêndio e não há energia, funciona por um gerador próprio. Mas a escada enclausurada pode ser feita sem esse elevador. Os dutos de ar servem para entrada e saída do ar – ou seja, renovação do ar na Caixa de Escada, afinal, quando você passa pela primeira porta corta-fogo, a fumaça passa junto com você, é por isso que tem essa antecâmara com os dutos, para sair essa fumaça e depois você acessará a segunda porta corta-fogo onde tem a escada com segurança. Dentro da segunda área, onde fica a escada, você tem um espaço (além da circulação comum) em que um cadeirante pode ficar até ser resgatado, caso o elevador de emergência não seja feito ou não esteja funcionando, tornando esse mecanismo acessível. Todas as informações sobre essa escada você pode conferir na NBR 9077/ 2001. Se você não tem acesso a essa normativa, solicite ao seu tutor.
Pavimento – Tipo:
Pavimento-tipo é a nomenclatura utilizada para o pavimento que é projetado e depois “copiado” para os demais pavimentos acima dele, por isso “tipo” > pavimento-tipo. Para este projeto, você fará exatamente isso: desenvolverá o pavimento-tipo e irá copiá-lo para os outros pavimentos superiores, formando assim a torre da Edificação Vertical – ou seja, projetará o 1º pavimento (ou 2º pavimento se o seu 1º for o estacionamento) e irá copiá-lo para o 2º, 3º... até o 9º pavimento. No pavimento-tipo, você terá 4 apartamentos, com o seguinte P.N.:
Apartamento 1: Sacada (com churrasqueira), Sala de Estar, Sala de Jantar, Cozinha, Lavandeira, 1 Suíte (+ I.S. da Suíte) com closet separado e cama de casal tamanho King Size, 2 dormitórios, I.S. social, 1 escritório, 1 Ambiente multifuncional (pode ser um escritório, ou uma biblioteca, ou um ateliê...).
Apartamento 2: Sacada (pode ter ou não churrasqueira), Sala de Estar, Sala de Jantar, Cozinha, Lavandeira, 1 Suíte (+ I.S. da Suíte) com closet integrado e cama de casal tamanho Queen, 2 dormitórios, I.S. social, 1 Ambiente multifuncional (pode ser um escritório, ou uma biblioteca, ou um ateliê...)
Apartamento 3: Sacada (pode ter ou não churrasqueira), Sala de Estar, Sala de Jantar, Cozinha, Lavandeira, Depósito, 2 dormitórios sendo 1 para casal com cama tamanho padrão, I.S. social, 1 escritório, 1 Ambiente multifuncional (pode ser um escritório, ou uma biblioteca, ou um ateliê...).
Apartamento 4: Sacada (pode ter ou não churrasqueira), Sala de Estar, Sala de Jantar, Cozinha, Lavandeira, 1 Suíte (+ I.S. da Suíte) com closet (integrado ou separado) e cama de casal tamanho padrão, 1 dormitório, I.S. social, 1 Ambiente multifuncional (pode ser um escritório, ou uma biblioteca, ou um ateliê...)
Perfil familiar:
Para auxiliar no desenvolvimento das plantas dos apartamentos, você deverá criar um perfil familiar completo, por exemplo:
Estrutura familiar fictícia: “O Apartamento 1 será destinado para o casal Caio, 42 anos, e Júlia, 38 anos, que têm dois filhos, João com 5 anos e Maria com 3 anos, que dormem em quartos separados. Caio é empresário na área de marketing e Júlia é artista plástica, João gosta de jogar videogame e Maria está aprendendo a pintar como a mãe. Para essa família, o ambiente multifuncional será um Ateliê de Pintura.”
Observe: no exemplo temos um casal, com nomes fictícios, idades, profissões e hobbies. A estrutura familiar impacta em todo o seu layout: nesse caso, o sofá da sala de estar deverá ter no mínimo 4 lugares, assim como a mesa na sala de jantar; para os dormitórios, você deverá prever uma cama de solteiro para cada filho... e assim por diante. Com base no hobbie, foi definido o uso do ambiente multifuncional, o Ateliê de pintura, mas também poderia ser uma sala de jogos se o pai gostasse de acompanhar o filho... – ou seja, você deve considerar o perfil de sua família fictícia para tomar as decisões de layout dos apartamentos. Isso é muito importante para a personalização do seu projeto.
A quantidade de unidades de cada tipo de apartamento vai depender do seu lote, que você pode verificar com seu tutor.
Imagem 2
Fonte: o autor.
O fluxograma é um estudo do fluxo. Sempre imagine que é como você vai de um ambiente para o outro, e isso não quer dizer a posição dos ambientes na sua planta baixa. As linhas no fluxograma indicam justamente a ligação de um espaço para o outro. Sendo assim, a linha não é circulação! Na imagem anterior, temos um exemplo da forma errada de fluxograma, porque não tem “caixinhas” com circulação: se estou na sala de reuniões, terei uma porta que abrirá para a sala de administração. Como seria correto: ter uma “caixinha” com a palavra Circulação entre a Sala de Reuniões e a Sala de Administração.
ATENÇÃO:
No fluxograma, você não deve colocar “escada e elevador”; você deverá atribuir o termo “Circulação Vertical” – equivalente à escada e aos elevadores. Importante: ao sair do elevador ou da escada, você chega sempre em uma circulação para depois ir para qualquer ambiente. Então, no seu fluxograma, você coloca uma caixinha com “Circulação Vertical” > circulação > ambiente (hall de acesso dos apartamentos, por exemplo).
LEMBRETE:
O fluxograma deve ser feito de todos os ambientes do P.N. Então, você irá fazer todo o fluxo do Térreo, adicionar a caixinha com “Circulação Vertical” > circulação > hall de acesso aos apartamentos > apartamento 1 > hall de entrada > sala de estar... colocar os ambientes em formato de fluxograma... do mesmo hall de acesso aos apartamentos sairá outra linha que liga com o apartamento 2, e assim por diante.
Pré-dimensionamento:
Nesse exercício, você desenvolverá uma tabela com as seguintes informações: Setor > Ambiente > mobiliários necessários para esse espaço com medidas > área total (confira na imagem a seguir).
Imagem 3
Fonte: o autor.
Dica: faça um croqui partindo de uma forma simples para o ambiente (quadrado ou retângulo). Nesse croqui, posicione o mobiliário básico com suas medidas, e não se esqueça de adicionar as circulações no espaço. Depois, some as cotas e faça a multiplicação para encontrar a área total. Exemplo: observe a imagem a seguir: o ambiente a ser pré-dimensionado foi feito em formato retangular (essa não precisa ser a forma final na sua planta, é apenas para pré-dimensionar), adicionou-se os mobiliários e foram deixadas as áreas de circulação (veja que duas delas está com uma hachura). Se você somar todas as cotas da aresta superior 1,20+1,00+0,80+0,60 = 3,60m e depois somar a da aresta perpendicular 2,00 + 0,90 (circulação) + 0,10 (espessura do painel) = 3,00m, multiplicando você encontrará a área total: 3,60 x 3,00 = 10,80 m². Faça isso para cada ambiente do P.N. separadamente e compute em uma tabela como na imagem anterior.
Imagem 4
Fonte: o autor.
Conceito e Partido Arquitetônico – Croquis e Estudo Preliminar
Em seguida, defina o Conceito e Partido Arquitetônico – atenção com conceito de integração com a natureza: isso é muito amplo, mas poderia ser um elemento da natureza. Exemplo: minha forma será inspirada em pássaro, como fez Santiago Calatrava no Museu de Arte Milwaukee nos Estados Unidos – EUA (observe a imagem a seguir, os croquis do arquiteto e depois o projeto executado):
Imagem 5
Fonte: http://sisweb.maringa.pr.gov.br:81/formularioProcesso/arquivos/pag_4_legisla%C3%A7%C3%A3o/9_NRM_Norm as_Regulamentares_Municipais/10257%20NRM%20Vagas.pdf. Acesso em: 15 jan. 2025.
O CONCEITO eram pássaros. Os arquitetos queriam dar a sensação de que todo o prédio poderia levantar voo. Definido isso, vem o PARTIDO ARQUITETÔNICO, que se aplica nos tubos de aço e telas de vidro localizados no teto da entrada principal, que formam a silhueta de um pássaro, cujas asas medem 66 metros de comprimento. A estrutura tem dois painéis com nervuras, que abrem e fecham como asas de uma gaivota gigante, colocando o pássaro em movimento. Quando você olha para o edifício, faz você “lembrar” um pássaro, ele está abstrato na forma.
Na sequência, pode iniciar os estudos de projeto. Aqui você tem liberdade para fazer croquis e diagramas conceituais do projeto (Veja na imagem abaixo um exemplo de diagrama 3D com setorização).
Imagem 6
Fonte: o autor.
Essa é a etapa para soltar a criatividade, considerando todos os requisitos e o Conceito do Projeto. Não se esqueça de fazer os estudos com o dimensionamento que você encontrou no exercício de Pré-dimensionamento.
Exemplo: para fazer um diagrama como o apresentado, precisamos saber qual é a metragem quadrada total do bloco identificado como Restaurante. Digamos que você fez o pré-dimensionamento desse setor, calculou como explicado anteriormente cada ambiente do restaurante e depois o somatório das Áreas Totais foi de 60m². Para fazer o diagrama, você pode adotar uma geometria com medida de 6,00m x 10,00m ou 4,00m x 15,00m, ou... etc., que resultaria em 60m². Vamos considerar 6,00m x 10,00m – seu retângulo da base, então seria necessário colocar a altura, que por sua vez é a altura do Pé-direito, que você pode utilizar 3,00m. Pronto. Você tem um volume com 6m x 10m x 3m (largura x comprimento x altura), e esse poderia ser o volume do restaurante do exemplo. Isso pode ser aplicado para todos os outros setores.
No diagrama, é possível pensar no projeto em relação à locação dos setores, às dimensões de cada um e até mesmo iniciar o estudo da forma do edifício. Você pode até dividir o mesmo setor e colocar as partes separadas (isso depende da intenção do projetista e o motivo).
Estudo preliminar – Planta Baixa – Térreo e Pavimento Tipo:
Na sequência, você desenvolverá as plantas baixas da edificação vertical. Lembre-se de considerar todos os estudos anteriores nessa etapa; eles são balizadores para o desenvolvimento das suas plantas – os fluxos, as relações entre os ambientes, a dimensão do ambiente que já foi previamente estudada... Também lembre-se de considerar as condicionantes analisadas, como insolação, ventos predominantes (promover nas plantas baixas formatos que possam ser beneficiados pela sua análise, em especial, deixar todos os ambientes com iluminação e ventilação naturais).
Reflita: qual é a melhor locação para cada ambiente na minha planta baixa? Exemplo: expliquei anteriormente que os elevadores e a escada enclausurada precisam ser posicionados de forma que não atrapalhem o uso do público no térreo (comercial) e possibilitem o acesso aos moradores nos apartamentos, ao mesmo tempo que essa circulação vertical também passa pelo estacionamento de veículos (podendo estar no subsolo ou no 1º pavimento). Esse posicionamento deve ser estratégico e prever segurança para os moradores.
IMPORTANTE:
Você deverá desenvolver a planta baixa do subsolo/1º pavimento como estacionamento. Não se esqueça de considerar a área de conversão dos veículos e a circulação entre as vagas ou pista de rolamento no estacionamento. Observe a figura, a distância de uma vaga para outra (F) é de 5 metros, possibilitando a manobra do veículo. Veja também o raio para manobrar o veículo em curva e para circulação mínima. Esses são os parâmetros a serem seguidos na planta baixa do estacionamento.
Imagem 7
Fonte: o autor.
Locação da Estrutura nas Planta Baixas – para desenvolver as plantas baixas, você também deverá locar os pilares – em especial no subsolo/1º pavimento (estacionamento). Não se esqueça de que esses pilares deverão seguir na mesma direção vertical até o seu último pavimento, ou seja, você irá considerá-los na sua planta baixa do térreo e do pavimento-tipo também. Para isso, deverá buscar o conteúdo aprendido na disciplina de estruturas e, claro, partindo do sistema construtivo escolhido. Se você estiver com dificuldades nesta etapa, solicite auxílio do seu Tutor.
Circulação Vertical – não se esqueça dos elevadores e da escada enclausurada nas plantas baixas.
Estudo Preliminar – Forma Arquitetônica
Depois de tudo definido e correto nas plantas baixas, você vai pensar na forma da sua edificação vertical. Talvez você já até tenha feito por meio do estudo do diagrama (que, como citei, pode evoluir para a forma da edificação). Se você fez e, após o desenvolvimento da planta, não precisou de nenhum ajuste, é só dar continuidade e evoluir nesse estudo. Mas, se você fez o diagrama e for necessário alterar a forma depois da planta, fique tranquilo, isso é normal!
Essa é uma etapa desafiadora em edificações verticais, visto que você desenvolverá uma edificação que é proporcionalmente diferente: relação entre largura x altura – a edificação vertical tem muita ênfase na altura, sendo o desafio trazer equilíbrio estético para a composição arquitetônica. Portanto, reserve um tempo considerável para essa etapa.
Memorial Descritivo e Justificativo
Por fim, você produzirá o memorial justificativo do projeto da edificação vertical. Nesse memorial, você descreverá os pontos mais importantes das suas soluções para o projeto e, obrigatoriamente, o Conceito e Partido Arquitetônico – como você solucionou a forma arquitetônica do projeto?
4) ENTREGA DO PROJETO DA EDIFICAÇÃO VERTICAL
A entrega do Projeto da Edificação Vertical será feita em formato de PRANCHAS, tamanho, quantidade e orientação livres, em formato PDF. E, a seguir, você encontrará orientações de todos os elementos que devem ser apresentados nas pranchas do projeto do Edifício Vertical.
PRANCHAS INICIAIS (quantidade livre):
Localização do lote em relação ao bairro – Planta de Localização.
Índices Urbanísticos do Lote: uso e ocupação do solo, recuos, altura máxima permitida, coeficiente de aproveitamento, taxa de permeabilidade e taxa de ocupação – com as informações considerando seu projeto: qual é o coeficiente de aproveitamento x coeficiente de aproveitamento obtido no projeto? Qual é a Taxa de Ocupação – TO da sua edificação? Lembrete: todos esses índices devem estar igual ou menores que o valor solicitado nos índices urbanísticos.
Diagrama de condicionantes climáticas do lote – estudo de insolação e ventilação.
Memorial descritivo e justificativo do projeto com Conceito e Partido Arquitetônico – adicione somente o texto essencial para explicar e justificar o projeto (não coloque texto longo).
Croquis de evolução da forma ou Diagramas de estudo do Projeto – à mão ou em software.
Fluxograma, Setorização e Pré-dimensionamento – referente aos estudos iniciais do projeto da Edificação Vertical.
PRANCHAS INTERMEDIÁRIAS:
Implantação e Cobertura – em escala gráfica.
Planta baixa do Estacionamento – em escala gráfica: subsolo ou no 1º pavimento – com vagas de veículos numeradas, indicação da(s) rampa(s) com inclinação, locação dos pilares, circulações verticais (elevadores e escada enclausurada), vagas de veículos acessíveis com simbologia específica sinalizada na planta, vagas de motocicletas e bicicletário (se sua opção foi deixar o bicicletário no térreo, desloque essa informação para lá).
Plantas Baixas de todos os pavimentos com layout em todos os ambientes - em Escala Gráfica (não será necessário cotar o projeto com a escala gráfica): fazer legenda dos ambientes e deixar a planta numerada (ver exemplos de plantas baixas no site ArchDaily – link a seguir) – nesse item, você terá a planta baixa do térreo e a planta baixa do pavimento-tipo.
Informações da Planta baixa: as legendas dos ambientes devem estar acompanhadas com as seguintes informações adicionais: planta baixa do Térreo – tipologias das salas comerciais com metragens definidas, quantidades e uso para cada sala (nome das lojas e atividades desenvolvidas); planta baixa pavimento-tipo – descrição do perfil familiar criado para cada apartamento, totalizando 4 perfis, com a definição do ambiente multifuncional para cada apartamento. Essas informações podem aparecer como texto, de forma sutil na prancha (cuidado com o tamanho da fonte).
OBS.: as plantas baixas devem ser apresentadas completas (se necessário, pode adicionar as linhas de limite/divisa do lote). Você não deve colocar a planta seccionada. Contudo, se houver muita dificuldade em apresentar a planta completa, sem que comprometa a leitura do projeto, você pode: apresentar uma planta geral completa (sem o layout) em uma área da prancha em escala menor (como se fosse um gabarito) (indicando apenas os números dos apartamentos 1, 2, 3 e 4) e apresentar os apartamentos separados em escala maior com layout e sempre acompanhados das legendas e informações, desde que na planta geral seja possível verificar a circulação de acesso aos apartamentos e o hall de elevadores e escada enclausurada.
PRANCHAS FINAIS:
1 Corte Longitudinal e 1 Corte Transversal – em escala gráfica – representação da edificação completa – do subsolo ao último pavimento - torre.
Fachada Principal – em escala gráfica (fachada secundária, opcional) – com todos os elementos arquitetônicos: esquadrias, volume do edifício, detalhes de materiais e elementos compositivos.
Perspectivas tridimensionais do projeto – a forma deverá ser apresentada com todos os componentes de acabamentos, materiais e composição estética necessários para compreensão do projeto. OBS.: se você preferir, algumas perspectivas podem ser apresentadas nas outras pranchas para melhor compreensão do seu projeto.
IMPORTANTE: todos os desenhos técnicos deverão ser apresentados em escala gráfica, facilitando assim sua diagramação de pranchas.
REQUISITOS DE APRESENTAÇÃO DAS PRANCHAS
As PRANCHAS deverão ser diagramadas de forma mais artística – obrigatoriamente, assim como os desenhos técnicos do projeto (não coloque carimbo padrão de desenho técnico, use a criatividade na apresentação dessas informações). Estas pranchas podem ser feitas em diversos softwares, como: Canva, CorelDraw, Adobe InDesign, Adobe Illustrator, entre outros. Você pode escolher o que for melhor e aquele em que você tem mais habilidade. Não utilize PowerPoint para essa etapa do projeto, o resultado não é satisfatório.
O princípio da diagramação é o de escolher um estilo na apresentação e manter em todos os detalhes. Você pode escolher uma paleta de cores, pode adicionar elementos abstratos e ilustrativos do Conceito Arquitetônico na Prancha, pode escolher deixar todos os elementos em cores neutras e um elemento-destaque, que você deseja enfatizar em outra cor.
IMPORTANTE: A apresentação mais artística não exclui os elementos da representação gráfica obrigatória do desenho técnico. Sendo assim, não se esqueça de adicionar todos esses elementos nos seus desenhos técnicos.
Dica: digite no buscador Google o seguinte “diagramação pranchas arquitetura”, você encontrará várias referências (no Pinterest tem vários exemplos).
LINKS ÚTEIS:
Link do ArchDaily: ver planta baixa com legenda (observe também o estilo gráfico de representação mais artística): https://www.archdaily.com.br/br/936136/edificio-de-uso-misto-o6a-lot-sam-architecture-plus-querkraft?ad_source=search&ad_medium=projects_tab
Links para assistir sobre Diagramação de Pranchas:
https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=zZ4VDefB48E
https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=0Xk_kgirTxI
A seguir, deixo alguns exemplos: observe com atenção todos os detalhes. Veja os desenhos técnicos, o estilo de apresentação mais estilizado. A forma como a localização é feita de maneira mais artística.
Projeto de Concurso, utilização de várias pranchas de apresentação:
https://concursosdeprojeto.org/2016/07/26/premiados-concurso-latinoamericano-para-estudantes-pensar-la-vivienda-vivir-la-ciudad/#jp-carousel-29043
Sobre plágio e outras regras:
Trabalhos copiados da internet ou de outros alunos terão notas zeradas.
Trabalhos copiados dos anos anteriores também serão zerados, mesmo que você tenha sido o autor.
Não compartilhe seu trabalho, se comprovada a semelhança poderá ser anulado e zerado.